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Um eclipse solar poderá ser visto da América do Sul na tarde desta quarta-feira (2). Embora os nossos vizinhos do Chile e Argentina possam testemunhar um eclipse solar anular, aqui no Brasil ele será visível apenas de maneira parcial.

Um eclipse solar ocorre quando a Lua está posicionada entre o Sol e a Terra, impedindo que a luz atinja alguns pontos do nosso planeta. Os eclipses do tipo anular acontecem quando a Lua se posiciona exatamente na frente do Sol, deixando o disco solar quase todo coberto e escuro, com apenas uma borda fina luminosa à vista, lembrando um anel.

Nos eclipses solares parciais, a Lua encobre apenas um pedaço do Sol, como se nosso astro tivesse levado uma “mordida”.

Os eclipses solares totais acontecem a cada 18 meses e duram poucos minutos, enquanto os parciais — em que a Lua não cobre completamente o Sol — ocorrem pelo menos duas vezes por ano em algum local da Terra.

Como observar o eclipse do Sol nesta quarta (2)?

O eclipse solar parcial não será visível em todo o território brasileiro. Poderão observar o fenômeno: todos os estados da região Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e parte dos estados da Bahia, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.

O lugar com vista de maior porcentagem do eclipse será no Rio Grande do Sul, onde os habitantes poderão ver uma “mordida” maior no Sol — 38% da superfície encoberta.

O início e o final do evento dependem da localização, mas o eclipse deve ocorrer entre 16h30 e 18h30, com auge por volta das 17h40 (horário de Brasília).

Dicas de observação

Não olhe para o Sol sem proteção! Se você estiver nos locais em que o fenômeno será visível, saiba que não é seguro olhar para um eclipse solar sem equipamentos adequados, pois isso pode causar lesões graves nos olhos. Também não é recomendado vê-lo por lentes de câmera, binóculos ou telescópios sem um filtro adequado.

O ideal é utilizar lentes com padrão ISO 12312-2, que não estão presentes em óculos de sol normais. Vale lembrar que óculos de sol comuns não são seguros para olhar diretamente para o Sol, por mais escuras que sejam as lentes.

Os acessórios podem ser comprados até mesmo pela internet, mas é importante se certificar de que eles cumprem as normas de segurança.

Caso no dia do eclipse você não disponha de um equipamento seguro para observar o fenômeno, outra possibilidade é recorrer da observação indireta, feita através de uma projeção.

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“A sensação é de que ninguém está seguro, o alvo é o Líbano e a população libanesa”, afirma Leila Salim Leal, que acompanha os bombardeios de Israel contra o país do apartamento onde vive no centro de Beirute, capital do país. O bombardeio de Israel na região na segunda-feira (30), o primeiro desde a invasão ao país realizada em 2006, aconteceu a cerca de 3 km de sua casa.

“Eu nunca tinha passado por nada parecido e a situação se agrava a cada dia. O que a gente está vendo é uma carnificina”, disse ao Brasil de Fato nesta terça-feira.

A escalada militar de Israel contra o Líbano nas últimas semanas evidenciou, considera, que o objetivo dos ataques não é atingir o Hezbollah. “Essa alegação reproduz o mesmo discurso cínico e cruel que vem sendo implementado desde o ano passado no genocídio [em Gaza]: de que seria uma tentativa de defesa direcionada ao Hamas. Isso não é verdade, está claro para todos nós que, independente se concordam ou não com o Hezbollah, toda a população do Líbano é alvo nesse momento.”

Jornalista e pesquisadora em comunicação política, Leal tem família de origem libanesa, e vive no Líbano desde 2023, onde se casou com um cidadão libanês. Quando Israel começou os ataques a distância por meio de pagers e walkie talkies contra integrantes do Hezbollah, ela estava a caminho do aeroporto, junto com seu marido, para resolver uma pendência em relação ao visto de residência no país.

“De repente as ruas começaram a ficar muito tensas, um engarrafamento muito grande, ambulância pra todo lado, algumas ruas fechadas”, conta. “Naquele momento a gente desistiu de ir pro aeroporto, tentou voltar pra casa, mas havia um trânsito horrível, uma sensação horrível porque as pessoas começaram a explodir em todos os lugares, nas ruas, em supermercado, em hospitais, em escolas, dentro de casa. Parecia que qualquer pessoa podia explodir à sua volta a qualquer momento, foram momentos muito tensos, de muito pânico.”

Desde o início da escalada israelese contra o país, ela aponta que aumentaram as quebras de barreira do som por parte dos aviões que invadem o espaço aéreo do Líbano em uma velocidade que provoca um estrondo, semelhante a uma explosão.

“No momento da explosão a gente não sabe se é só uma explosão sonora, que já é muito grave, ou se é realmente um bombardeio. Da primeira vez foram dois estrondos muito altos, eu estava em casa e aí tremeu tudo: janela, porta, é uma situação de muito medo. Eu fui pro chão, não sabia se era uma explosão real, uma bomba ou não, depois de um tempo não vi fumaça nem nada, entendi que era uma quebra de barreira de som.”

Na última sexta-feira (28) quando ouviu um estrondo próximo de sua casa, ela não teve dúvida: tratava-se de uma explosão.

“Foram estrondos muito altos, era um barulho diferente. Tremeu tudo também, eu tentei me proteger, proteger minha cabeça, ficar longe dos vidros, veio mais um outro estrondo muito forte. Começaram a chegar as notícias de que tinha sido essa explosão. É uma sensação de vulnerabilidade terrível.”

Desde segunda-feira (30), ela relata que escuta com frequência o barulho de drones. “Estão sobrevoando Beirute com drones permanentemente, da última semana pra cá quase o tempo todo, é uma guerra psicológica e é também uma forma também de vigilância, a gente sente”.

O Exército israelense confirmou nesta terça-feira que suas tropas iniciaram "ataques terrestres seletivos" no sul do Líbano. Um militar de alta patente israelense afirmou que os ataques tiveram alcance limitado, mas fontes do Hezbollah disseram à AFP que "não foi observada nenhuma incursão de forças inimigas israelenses em território libanês", mas não foi possível confirmar essas afirmações.

Os militares israelenses anunciaram que mobilizaram mais quatro brigadas para serem enviadas à fronteira com o Líbano.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu cessar-fogo "imediato" e destacou que "a soberania e a integridade territorial do Líbano devem ser respeitadas", segundo uma declaração do seu porta-voz, Stéphane Dujarric.

Também nesta terça-feira, Israel bombardeou o sul de Beirute, reduto do Hezbollah, os arredores de Damasco, na Síria, e a Faixa de Gaza. A Agência Nacional de Notícias do Líbano (ANI) disse que os ataques aéreos israelenses atingiram subúrbios ao sul de Beirute, enquanto Israel anunciou um ataque à capital libanesa.

O Hezbollah informou que disparou foguetes contra a principal base de inteligência militar israelense, Glilot, e a base aérea de Sde Dov, ambas perto de Tel Aviv, após atacar soldados israelenses com artilharia e disparar foguetes contra Avivim e Metula, norte de Israel. Sirenes de ataque aéreo soaram no centro de Israel.

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O tufão Yagi é a catástrofe natural mais forteo início de setembro, o tufão Yagi, um mortífero ciclone tropical, açoitou o sudeste asiático e o sul da China, causando uma destruição generalizada. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a velocidade dos ventos, que chegaram a 213 km/h, assim como as grandes inundações e os graves escorregamentos de terra, devastaram as zonas afetadas.

O Yagi é a catástrofe natural mais forte que atingiu o mar da China Meridional em três décadas, deixando mais de 500 mortos, 38 desaparecidos e 1.900 feridos. As autoridades calculam que 292 pessoas morreram no Vietnã e mais de 100 em Myanmar.

Um porta-voz da Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (ENUCAH) declarou que o número de mortos poderia ser até maior do que se havia informado e que o tufão afetou mais de 631 mil pessoas.

Insegurança hídrica

O tufão e as inundações posteriores causaram danos consideráveis em infraestruturas críticas, como os sistemas de purificação de água, causando uma grande quantidade de enfermidades transmitidas pela água e a uma insegurança hídrica generalizada.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) calcula que cerca de 400 mil famílias ficaram sem acesso à água potável. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Unicef estão na primeira linha das zonas afetadas, distribuindo água limpa e pastilhas para tornar a água potável.

“A água limpa é fundamental para ajudar a prevenir enfermidades transmitidas pelos alimentos e pela água, e para manter o atendimento e as operações seguras nos centros de saúde, seja para as pessoas feridas no tufão ou para as que necessitam de atenção sanitária rotineira urgente”, disse Angela Pratt, representante da OMS no Vietnã.

Casas, escolas e instalações destruídas

O Yagi também causou danos consideráveis em milhares de casas de todo o sudeste asiático. A OMS calcula que aproximadamente 130 mil casas foram destruídas em consequência das graves inundações. Centenas de instalações sanitárias e de escolas também ficaram danificadas ou destruídas, e só no Vietnã cerca de dois milhões de crianças enfrentam longas interrupções de sua educação.

Myanmar, em particular, sofreu deslocamentos generalizados. Myanma Alinn, o jornal governamental da antiga Birmânia, informa que foram abertos 438 campos de refúgio temporário para ajudar os 240 mil deslocados internos.

A agência estatal de resposta a desastres de Myanmar informou aos jornalistas que as extensas inundações provocaram bloqueios de estradas, pontes comprometidas e linhas elétricas caídas, e tudo isso dificultou enormemente os esforços de socorro e as telecomunicações entre os distritos.

*Danos a agricultura e insegurança alimentar

O Yagi também causou grandes danos nos sistemas agrícolas das regiões afetadas. Segundo os últimos informes do Ministério de Agricultura e Desenvolvimento Rural, o tufão danificou mais de 97.735 hectares de arrozais. Danificou ainda mais de 11.746 hectares de hortaliças e 6.902 hectares de árvores frutíferas. Isto arrasou os agricultores asiáticos, pondo-os em um estado de perigo financeiro crítico.

Os especialistas predizem que os problemas de insegurança alimentar já existentes no sudeste asiático vão se agravar enormemente. Sheela Matthew, representante do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Myanmar, descreveu o impacto do tufão sobre a fome e a desnutrição nas zonas afetadas como “nada menos que devastador”. Além disso, a economia das zonas afetadas sofreu importantes perdas em consequência do tufão.

Fortes ventos e inundações arrasaram o delta do rio Vermelho, uma zona muito cultivável do Vietnã, e danificaram centros de produção essenciais. Segundo uma avaliação inicial do governo, calcula-se que o Vietnã sofreu perdas de até 1,6 bilhão de dólares.

Ajuda humanitária

Atualmente, a ONU e suas organizações afiliadas estão distribuindo alimentos, água potável e artigos de higiene para as famílias das zonas mais afetadas.

Também estão vigiando os níveis de enfermidades transmitidas pela água nas próximas semanas e meses. A ONU prevê que serão necessários aproximadamente 994 milhões de dólares para os esforços de resposta.

Até agora, só foram arrecadados 252 milhões de dólares.

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Os trabalhadores de 14 grandes portos dos Estados Unidos iniciaram uma greve nesta terça-feira (1º), após o fracasso das negociações de última hora entre seu sindicato e a Aliança Marítima sobre questões salariais.

A greve no porto da Virgínia, uma das instalações afetadas, "começou às 0h01 de terça-feira", anunciou o porto em seu site. As negociações entre a Aliança Marítima dos Estados Unidos (USMX), que representa os empregadores, e o sindicato ILA estão paralisadas.

A USMX representa os empregadores de 36 portos distribuídos entre as costas do Maine, no nordeste, e as do Texas, no sul, passando pela Flórida, no sudeste do país, enquanto o ILA representa 85 mil trabalhadores nos Estados Unidos, incluindo funcionários de portos marítimos, rios e lagos.

O presidente do ILA, Harold Daggett afirmou em um comunicado que o sindicato está "disposto a lutar pelo tempo que for necessário [...] para obter os salários e as proteções contra a automação que nossos membros do ILA merecem".

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um apelo aos empregadores e aos sindicatos para que "se sentem à mesa e negociem de boa fé, de forma justa e rápida", informou a Casa Branca.

Na segunda-feira (30) à noite, as duas partes anunciaram a retomada das negociações, que começaram em maio e estagnaram na questão dos salários e da automação do trabalho.

"Nas últimas 24 horas, a USMX e o ILA trocaram propostas sobre salários", afirmou a Aliança Marítima em um comunicado, no qual assegura que "melhorou" sua oferta e solicita uma prorrogação do atual acordo trabalhista para seguir com as negociações.

Segundo uma fonte próxima às negociações, a proposta mencionada pela USMX foi rejeitada pelo sindicato na segunda-feira.

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Os trabalhadores de 14 grandes portos dos Estados Unidos iniciaram uma greve nesta terça-feira (1º), após o fracasso das negociações de última hora entre seu sindicato e a Aliança Marítima sobre questões salariais.

A greve no porto da Virgínia, uma das instalações afetadas, "começou às 0h01 de terça-feira", anunciou o porto em seu site. As negociações entre a Aliança Marítima dos Estados Unidos (USMX), que representa os empregadores, e o sindicato ILA estão paralisadas.

A USMX representa os empregadores de 36 portos distribuídos entre as costas do Maine, no nordeste, e as do Texas, no sul, passando pela Flórida, no sudeste do país, enquanto o ILA representa 85 mil trabalhadores nos Estados Unidos, incluindo funcionários de portos marítimos, rios e lagos.

O presidente do ILA, Harold Daggett afirmou em um comunicado que o sindicato está "disposto a lutar pelo tempo que for necessário [...] para obter os salários e as proteções contra a automação que nossos membros do ILA merecem".

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fez um apelo aos empregadores e aos sindicatos para que "se sentem à mesa e negociem de boa fé, de forma justa e rápida", informou a Casa Branca.

Na segunda-feira (30) à noite, as duas partes anunciaram a retomada das negociações, que começaram em maio e estagnaram na questão dos salários e da automação do trabalho.

"Nas últimas 24 horas, a USMX e o ILA trocaram propostas sobre salários", afirmou a Aliança Marítima em um comunicado, no qual assegura que "melhorou" sua oferta e solicita uma prorrogação do atual acordo trabalhista para seguir com as negociações.

Segundo uma fonte próxima às negociações, a proposta mencionada pela USMX foi rejeitada pelo sindicato na segunda-feira.

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A partir desta terça-feira (1) a energia elétrica estará mais cara no Brasil. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a vigência da bandeira tarifária vermelha com início no mês de outubro.

Diretamente impactado pela seca histórica que atinge o território nacional, o cenário leva em consideração cálculos do chamado Generation Scaling Factor (GSF), que em tradução para o português significa Fator de Escala de Geração.

Essa medida de risco aponta a situação hidrológica do setor elétrico. Ela é calculada mensalmente a partir das possibilidades de volume de energia produzida e da capacidade de geração mínima atribuída a cada usina.

O regime de chuvas no Brasil é diretamente influenciado pela região amazônica. A derrubada da floresta e as queimadas abrem espaço para temporadas cada vez mais secas. Quando chove pouco, a capacidade de geração das hidrelétricas diminui e não alcança o necessário para abastecer o território nacional.

A decisão da Aneel também considera a alta do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), valor usado para determinar a diferença entre a energia elétrica gerada e contratada e a efetivamente consumida.

Esse índice também sofre forte influência da escassez hídrica. O PLD é essencial para a valoração dos volumes de energia liquidados na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), entidade que viabiliza a comercialização de energia no Brasil

Somente este ano, a Agência Nacional de Águas (Ana) declarou situação crítica quatro vezes. Na lista de seca extrema estão a Região Hidrográfica do Paraguai, os rios Madeira, Purus e seus afluentes, Acre e Laco, o Tapajós e o Xingu.

Entenda as bandeiras

Implementado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica quanto será cobrado a mais pela luz a depender das condições de geração. Isso quer dizer que os preços aumentam caso as hidrelétricas não consigam chegar à produção normal.

Na bandeira verde, em cenários favoráveis, não há acréscimo. Se houver dificuldades, o país entra nas modalidades amarela e vermelha. A decisão que começa a valer neste mês precifica em R$ 7,877 cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

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O STF anulou a condenação de duas cientistas por desmentirem um nutricionista que afirmou que a diabetes era causada por vermes. Elas foram condenadas anteriormente por danos morais pela Justiça de São Paulo.

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Mohamed Abdallah chegou ao Brasil e contou como seu pai e seu irmão de 15 anos morreram vítimas das bombas israelenses. Foto: Reprodução - g1 O brasileiro Mohamed Abdallah, de 16 anos, contou ao chegar do Líbano que seu irmão de 15 anos e seu pai morreram pelas bombas de Israel enquanto trabalhavam na fábrica de produtos de limpeza mantida pela família.

Mohamed chegou na sexta-feira (27) a Foz do Iguaçu, local onde nasceu, junto de sua irmã, Yara Abdallah, nascida no Líbano. Eles viviam na cidade de Kelya, a 30 km da capital Beirute.

O irmão Ali Kamal Abdallah, de 15 anos, que também nasceu no Brasil, e o pai Kamal Hussein Abdallah, de 64 anos, morreram na segunda-feira (23).

Os dois irmãos foram “ajudar ele [o pai] a trabalhar e a gente escutou o primeiro bombardeio” em um local mais distante e o “o segundo foi bem na nossa frente, na montanha”.

“A gente pediu a meu pai para fugirmos e ele só queria terminar de encher a água lá dentro para trabalhar”, continuou.

“A gente enchendo, caiu tudo. Nem vi mais nada, não consegui mais respirar. Tirei as pedras de mim e fui ver meu pai. [Ele] estava no chão, morto, e meu irmão… Não conseguia achar meu irmão. Gritava o nome dele, e as pessoas do meu lado, mortas. Eu não achava ele, nem escutei a voz dele”, relatou Mohamed, chorando.

O regime brutal de Israel também assassinou a brasileira de 16 anos, Myrna Raef Nasser, natural de Balneário Camboriú, e seu pai, Raef Nasser, que morou no Brasil por 9 anos, também nos bombardeios contra Kelya, na segunda-feira.

Myrna e seus familiares já tinham deixado a região por conta dos ataques israelenses, mas voltaram para casa para pegar mantimentos. Foi neste momento em que a casa foi atingida por um míssil.

Um vídeo divulgado pelo UOL mostra a casa, que fica em um local de baixa densidade populacional, sendo destruída por Israel.

O tio de Myrna, Ali Bu Khaled, irmão de Raef, contou à GloboNews que na região “não tinha nada de perigo” e de guerra até as últimas semanas. As duas famílias que já viveram no Brasil eram vizinhas.

Ali Bu Khaled relatou que os familiares voltaram para pegar roupa e “as coisas da escola” na casa. “Na hora que chegaram lá, aconteceu o ataque. Morreram na hora e ficaram nos escombros até o outro dia. Os aviões atacavam de novo e não deixavam tirar [os corpos]”.

Myrna “era muito inteligente na escola, ficou em segunda na nossa região”, destacou. A família planejava trazer a jovem para o Brasil assim que ela terminasse a escola.

O tio Ali Bu Khaled reclamou ao vivo na GloboNews das reportagens que dizem que os ataques de Israel foram contra bases militares, sendo que, na verdade,a são contra alvos civis. “Fala que atacou base militar do Hezbollah… E não tem nada disso, é tudo civil, posto de gasolina, supermercado…”.

Israel “só está matando criança e mulher”. “Israel não tem exército, tem assassinos. Exército não faz isso, né?”.

Mais de 700 pessoas morreram no Líbano após os bombardeios israelenses da última semana.

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Impressionante como ser de extrema-direita é fator de risco pra cair em golpe

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Esse sistema de bandeiras tarifárias transfere para os consumidores os custos elevados das térmicas

Em outubro, a conta de luz vai ficar ainda mais cara para os consumidores brasileiros, com o acionamento da bandeira tarifária vermelha patamar 2, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em comunicado, divulgado na sexta-feira (27), a Aneel afirma que a partir do próximo mês a bandeira vermelha patamar 2 será acionada e serão cobrados R$ 7,877 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Segundo a agência, a bandeira tarifária está sendo acionada devido ao risco hidrológico, além do aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e pela elevação do preço do mercado de energia elétrica ao longo do mês de outubro.

Composto por bandeiras nas cores verde, amarela e vermelha (patamar 1 e 2), o sistema de bandeiras, criado em 2015, veio para cobrar dos consumidores custos mais elevados na geração de energia elétrica, principalmente pelo uso de termoelétricas, que são bem mais caras que as hidrelétricas, eólicas e fotovoltaicos.

Segundo a Aneel, essa medida estimula o próprio consumidor a controlar sua tarifa, economizando energia em períodos hidrológicos desfavoráveis. Em setembro, a Aneel havia anunciado a bandeira vermelha patamar 2, mas voltou atrás alegando ter encontrado erros nos cálculos e adotou o patamar 1.

No entanto, na prática, há quase uma década, esse sistema não aliviou, em momento algum, o valor da conta de energia dos brasileiros, no máximo, quando a bandeira está na cor verde, não há aumento. Qualquer tipo de redução não existe.

Esse sistema de bandeiras tarifárias transfere para os consumidores os custos elevados das térmicas, mesmo com os seguidos aumentos autorizados as empresas de distribuição de energia, imensa maioria empresas privadas e estrangeiras, com péssimas qualidades nos serviços, mas que garantem grandes lucros aos seus empresários e acionistas.

Além disso, ao transferir a responsabilidade dos custos das térmicas ao consumidor, o governo passou a aplicar menos investimentos na geração de energia, para economizar recursos a fim de transferi-lo ao pagamento de juros da dívida pública, que já ultrapassa os R$ 869 bilhões, em 12 meses até julho.

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Atualmente, mais de 100 agrotóxicos diferentes usam o glifosato em sua composição - PABLO AHARONIAN / AFP Cerca de 500 cientistas e ativistas críticos da indústria agroquímica foram fichados em uma base de dados usada para "contrapor a oposição aos pesticidas", revelaram vários meios de comunicação nesta sexta-feira (27).

O meio investigativo Lighthouse Reports obteve documentos internos de uma plataforma privada chamada Bonus Eventus, que foram compartilhados com diversos veículos internacionais, incluindo Le Monde, na França, e The Guardian, no Reino Unido.

Segundo o Le Monde, por meio dessa plataforma, os principais fabricantes de agrotóxicos e biotecnologias tiveram acesso, durante vários anos, "a um grande arquivo de personalidades consideradas 'críticas' à agricultura intensiva, que utiliza massivamente insumos químicos e organismos geneticamente modificados (OGM)".

"A natureza dos dados coletados deixa poucas dúvidas sobre a intenção de desacreditar os alvos ou desestabilizá-los, colocando à disposição dos membros da Bonus Eventus um arsenal de argumentos ou informações, por vezes sensíveis", destaca o Le Monde.

Segundo o Lighthouse Reports, a v-Fluence recebeu entre 2013 e 2019 "mais de US$ 400 mil" (R$ 2,1 milhões) do governo dos Estados Unidos — principalmente por meio da agência de desenvolvimento USAID — "como parte de seu programa de promoção de OGMs na África e na Ásia".

A prática de coletar informações sobre críticos da indústria agroquímica lembra o escândalo dos arquivos de personalidades públicas, jornalistas e ativistas compilados pela empresa americana de agroquímicos Monsanto, com o objetivo de influenciar a opinião pública sobre a proibição do herbicida glifosato. A Monsanto, adquirida pelo grupo alemão Bayer, foi multada em julho de 2021 em 400 mil euros pela CNIL, agência francesa de proteção de dados pessoais.

Segundo a CNIL, o arquivo continha, para cada uma das mais de 200 personalidades registradas, uma "nota de 1 a 5" para "avaliar sua influência, sua credibilidade e seu apoio à empresa Monsanto em diversos assuntos, como pesticidas ou organismos geneticamente modificados".

O presidente da v-Fluence e ex-diretor de comunicação do grupo Monsanto, Jay Byrne, declarou à AFP que "as alegações da ONG Lighthouse e de outros grupos com os quais colabora baseiam-se em afirmações manifestamente enganosas, erros factuais sobre nosso trabalho e nossos clientes, e mentiras inventadas".

Na resposta ao Lighthouse, compartilhada com a AFP, Byrne indica que as informações que a v-Fluence compartilha com seus clientes estão "publicamente disponíveis" e representam "todos os pontos de vista".

Byrne afirmou ao Lighthouse que a v-Fluence "não trabalha para a USAID" e "não tem contrato" com a organização.

*Com AFP

Edição: Leandro Melito

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Se as cidades priorizassem as pessoas, o carro estaria a 32 km/h e teria tempo de reação o suficiente para não matar a criança. Mas para que limitar a velocidade dos veículos dentro das cidades se podemos permitir que carros possam fazer vrum vrum?

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