Olá, pessoal.
Perdoem o sequestrar a vossa conversa mas já que se está a falar em português, deixem-me acrescentar os meus dez tostões.
É verdade que o inglês se tornou a língua franca de facto quer pela imensa influência cultural exercida pelos EUA através do cinema e outra produção artística e cultural, quer pela influência económica e política, mas também porque é uma língua fácil de adquirir. Não ajuda eles terem feito muito do desenvolvimento tecnológico em que o mundo moderno assenta.
Alternativas? Em termos de discurso, sequestrar o idioma e falar nos nossos temas na língua deles. Usar a língua o mais formalmente possível e evitar calão e acrónimos. Contrariar activamente a narrativa. Uma linguagem deve servir para expressar o seu utilizador. E criar mais no nosso idioma e divulgar e difundir. Em Portugal, estamos a receber imensas séries de origem espanhola, turca, italiana e francesa. Produção cultural brasileira já é um dado adquirido há muitos anos, por cá.
Não devemos recear sermos nós mesmos, mesmo que usando outra língua para o fazer.